14 de setembro de 2009

Qual o significado da palavra novela?

A Novela NOVELA Como o termo romance não aparece, em língua inglesa e espanhola, no sentido de gênero literário, utiliza-se, nos dois idiomas, a palavra novela (novel e novela, respectivamente) para designar obras narrativas de longa duração.Em português, no entanto, o termo novela é causador de grande confusão teórica, por não haver limites claros de sua abrangência e de seu sentido. Assim encontramos um conceito de tal forma vago que é aplicado indistintamente a obras como O alienista, de Machado de Assis, Vidas secas, de Graciliano Ramos, e até mesmo a O continente, de Erico Verissimo. Para ampliar ainda mais esta imprecisão conceitual, consolidou-se, em termos de senso comum, o termo novela (ou novela de tevê) para indicar a telenovela, gênero de assombrosa popularidade no Brasil contemporâneo.Afinal, que tipo de relato constitui-se como novela? Em que ela se diferencia do romance e do conto? Infelizmente não temos uma resposta segura para esta questão. A fluidez do termo se presta a várias interpretações. Sabe-se que é uma espécie intermediária entre a longa extensão do romance e a brevidade nervosa do conto, mas não há coordenadas rígidas para delimitar as diferenças.Por funcionar como uma nebulosa espécie intermediária entre dois gêneros consagrados e fáceis de definir, o termo novela nem sempre é empregado por professores e críticos. Há certas narrativas, porém, que, pelo seu próprio volume de páginas, não se enquadram nem como conto nem como romance. Digamos, de maneira mais ou menos arbitrária, que a novela (em edições de formato e tamanho convencional) gira em torno de trinta a cem páginas.De resto, a novela ultrapassa o conto pela construção melhor elaborada de um personagem central e pela relativa ampliação do tempo e do espaço. Mas, em relação à infinidade de situações registradas por qualquer romance, a novela apresenta um número pouco significativo de acontecimentos.Sua ênfase, portanto, recai sobre o personagem, como no gênero romanesco. Só que neste, o protagonista é construído por uma multiplicidade de eventos, enquanto na novela o personagem se afirma existencialmente em apenas uma ou em algumas poucas situações.Entre os exemplos clássicos de novela figuram – além de O alienista, já citado – A morte de Ivan Ilicht, de Tolstói; Os sete enforcados, de Andreiev; A metamorfose, de Kafka; Ninguém escreve ao coronel, de Gabriel García Marquez; e A morte e a morte de Quincas Berro d’Água, de Jorge Amado!•NOSSA NUNCA IMAGINEI QUE FOSSE ISSO

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